LEI DA DESTRUIÇÃO – Mestre Ramatis


Recordai a Lei da Destruição

Irmãos amados.
No éter cósmico, vossos passos são gravados.

Cada pensamento que emitis, em conformidade com a Lei ou divergente dela; cada emissão de palavra carregada de intenções, muitas destas até desconhecidas de vós mesmos; cada atitude perante os desafios que a vida vos apresenta na vossa trajetória permanece registrada, como o rastro da lesma que não pode negar o caminho percorrido.

Os sofrimentos provocados regressarão na forma de dores a machucar vossos espíritos e uma vez que estiverdes despertos, as sentireis mais intensamente. 

Vergonha, medo, dúvida e desânimo abatem a todos que enfrentam seus próprios terremotos íntimos, vendo desmoronar o edifício egoístico erigido com tanto esmero e dedicação de milênios.

Contudo, recordai a Lei da Destruição que indica o necessário desfazimento do velho homem em favor da renovação da alma que animará o novo ser. 

Ao verdes desmoronar as estruturas interiores, às quais acostumardes a apegar-vos, recordai a Lei de

Deus que sobre vós se aplica e elevai ao Mais Alto vossas preces de gratidão e aguardai confiantes o brotar da vida plena de amor que está reservada para vós.

Regai o novo broto que desponta da semente, rompendo a casca dura, com a água pura do Evangelho de Jesus para que cresça e floresça, perfumando os caminhos com suas flores e alimentando os famintos com seus frutos.

Aceitai, com humildade e resignação, o homem velho que se vai e o novo homem que chegará para instalar-se, em definitivo, em vossa morada interior.

Regendo a sinfonia da evolução espiritual, Jesus corrige os acordes, eleva os timbres e ajusta os compassos, para que vossos espíritos vibrem na frequência da música do Amor Universal.

Paz entre nós


Ramatis
Fonte: http://www.extraseintras.com.br/

A VIDA NÃO CESSA

A vida não cessa. 
A vida é fonte eterna e a morte é jogo escuro das ilusões.
O grande rio tem seu trajeto, antes do mar imenso. 
Copiando-lhe a expressão, a alma percorre igualmente caminhos variados e etapas diversas, também recebe afluentes de conhecimentos, aqui e ali, avoluma-se em expressão e purifica-se em qualidade, antes de encontrar o Oceano Eterno da Sabedoria.
Cerrar os olhos carnais constitui operação demasiadamente simples.
Permutar a roupagem física não decide o problema fundamental da iluminação, como a troca de vestidos nada tem que ver com as soluções profundas do destino e do ser.
Oh! caminhos das almas, misteriosos caminhos do coração! 
É mister percorrer-vos, antes de tentar a suprema equação da Vida Eterna! 
É indispensável viver o vosso drama, conhecer-vos detalhe a detalhe, no longo processo do aperfeiçoamento espiritual!… 
Seria extremamente infantil a crença de que o simples “baixar do pano” resolvesse transcendentes questões do Infinito.
Uma existência é um ato.
Um corpo – uma veste.
Um século – um dia.
Um serviço – uma experiência.
Um triunfo – uma aquisição.
Uma morte – um sopro renovador.
Quantas existências, quantos corpos, quantos séculos, quantos serviços, quantos triunfos, quantas mortes necessitamos ainda?
E o letrado em filosofia religiosa fala de deliberações finais e posições definitivas!
Ai! por toda parte, os cultos em doutrina e os analfabetos do espírito!
É preciso muito esforço do homem para ingressar na academia do Evangelho do Cristo, ingresso que se verifica, quase sempre, de estranha maneira – ele só, na companhia do Mestre, efetuando o curso difícil, recebendo lições sem cátedras visíveis e ouvindo vastas dissertações sem palavras articuladas. 
Muito longa, portanto, nossa jornada laboriosa. Nosso esforço pobre quer traduzir apenas uma idéia dessa verdade fundamental.
Grato, pois, meus amigos!
Manifestamo-nos, junto a vós outros, no anonimato que obedece à caridade fraternal. 
A existência humana apresenta grande maioria de vasos frágeis, que não podem conter ainda toda a verdade. Aliás, não nos interessaria, agora, senão a experiência profunda, com os seus valores coletivos. 
Não atormentaremos alguém com a idéia da eternidade. 
Que os vasos se fortaleçam, em primeiro lugar. Forneceremos, somente, algumas ligeiras notícias ao espírito sequioso dos nossos irmãos na senda de realização espiritual, e que compreendem conosco que “o espírito sopra onde quer”.
E, agora, amigos, que meus agradecimentos se calem no papel, recolhendo-se ao grande silêncio da simpatia e da gratidão. Atração e reconhecimento, amor e júbilo moram na alma. Crede que guardarei semelhantes valores comigo, a vosso respeito, no santuário do coração.
Que o Senhor nos abençoe.

Vida após a Morte – Parte I – Vida Futura

“Tornou pois a entrar Pilatos no pretório, e chamou a Jesus, e disse-lhe: Tu és o Rei dos Judeus? Respondeu-lhe Jesus: O meu reino não é deste mundo” (João – cap. XVIII, 33-34)

Com estas palavras, Jesus se refere claramente à vida futura, fim a que se destina a humanidade.

Sem a vida futura, a maior parte dos seus preceitos de moral não teriam razão de ser.

A continuidade da vida, após a morte do corpo físico, é o ponto central do ensino do Cristo.

Sem compreendermos a continuidade da vida, depois da morte do corpo material, não há como entender as afirmativas de Jesus no Sermão da Montanha.

As compensações prometidas aos sofredores em geral, não se cumprem nesta dimensão física.

Em algumas passagens do Evangelho, Jesus fala da felicidade que, no plano espiritual, aguarda os que fizerem o bem na Terra, e do sofrimento reservado aos que viveram no egoísmo, sem se preocuparem com o seu semelhante.

No quadro do juízo final, o Mestre afirma que todo aquele que ajudou o próximo necessitado: deu de comer ao faminto, vestiu o nu, visitou o encarcerado, enfim todo bem praticado aos irmãos necessitados seria como se a Ele tivesse feito.

E estes usufruirão felicidades.

E os que agiram de modo contrário, deixando de dar assistência aos necessitados, seria como se a Ele mesmo tivessem negado o socorro.

E estes sofrerão as conseqüências de sua omissão, da falta de amor e solidariedade.

Também na Parábola do rico e Lázaro, Jesus informa a desigualdade de situações em que se acham no plano espiritual, as duas personagens, em conseqüência do modo como viveram aqui na Terra.

As pessoas, no tempo de Jesus, tinham idéias vagas e imprecisas sobre a vida futura. Acreditavam na sobrevivência da alma, mas não sabiam como isto podia acontecer.

Considerando o estado evolutivo das pessoas daquele tempo, Jesus não podia falar toda a verdade com relação a vida futura, pois não tinham condições de compreender.

Conformando o seu ensino ao estado dos homens da época, Jesus evitou lhes dar o esclarecimento completo, que os deslumbraria em vez de iluminar, porque eles não o teriam compreendido.

Ele se limitou a colocar, de certo modo, a vida futura como um princípio, uma lei da natureza, à qual ninguém pode escapar.

Todo cristão, portanto, crê forçosamente na vida futura, mas a idéia que muitos fazem dela é vaga, incompleta, e por isso mesmo falsa em muitos pontos.

O Espiritismo traz grande contribuição para melhor compreendermos a vida após a morte do corpo físico.

Não são hipóteses; não são apenas crenças baseadas em suposições.

São fatos produzidos pelos Espíritos, aqueles mesmos que viveram aqui no plano físico e que, agora, na outra dimensão, vêm nos esclarecer o que passou e o que passa com eles.

Esses fatos estão bem documentados em muitos livros, amplamente comprovados, e continuam acontecendo.

Todo estudioso e observador sem preconceito constatará esta realidade. Com o estudo dos fenômenos produzidos pelos Espíritos, através dos médiuns, passamos a saber, efetivamente, que a vida continua depois da morte do corpo material, e, inclusive, como as coisas podem acontecer.

Em conseqüência, a idéia clara e precisa que se faz da vida futura dá uma fé inabalável no porvir.

E isto produz modificações enormes sobre a moralização das criaturas porque muda o ponto de vista pelo qual se encara a vida terrena.

No subtítulo “O Ponto de Vista”, cap. II, do Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec nos dá uma bela aula sobre a questão dos valores.

Valor é o que orienta a nossa vida. Conforme a tabela de valores que adotamos é o modo como administramos nossa vida.

A pessoa que tem uma crença vaga na imortalidade tende a seguir o ditado popular: “Vale mais um pássaro na mão do que dois voando”.

Ante uma expectativa duvidosa sobre a vida futura, trata de gozar o presente, buscando a satisfação dos seus apetites, custe o que custar.

É o mundo competitivo que vivemos. A lei humana que deveria disciplinar e organizar a vida em sociedade acaba não sendo obstáculo aos astuciosos, bastante espertos e inteligentes para burlar essas regras sociais, só sendo pegos em atividades lesivas ao bem comum, em raras oportunidades.

A pessoa pode ostentar um rótulo religioso, aparentar crença na imortalidade até por conveniência, mas a maneira como efetivamente vive demonstra a falta de sinceridade, ou de convicção nessas crenças.

Quem sabe que a vida continua, após a morte do corpo físico, e que a Justiça Divina, a Lei de Causa e Efeito, não dormem, e que ninguém transgride impunemente essas Leis, por certo se orientará por outra tabela de valores.

Os bens do Espírito – o saber e as virtudes – passam a ser considerados, e mesmo buscado como os bens maiores.

O presente é resultado do passado, assim como no presente estamos construindo o futuro.

O Criador nos dá liberdade para escolher caminhos, e nos faz responsáveis por tudo que realizamos.

É uma questão de inteligência evitar aquilo que nos causa algum prazer no presente, mas que compromete o futuro.

“Essa visão de conjunto os homens do tempo do Cristo não podiam compreender, e por isso o seu conhecimento foi reservado para mais tarde”.

Continua parte 2…

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BRECHAS ESPIRITUAIS: Proteja-se

Lucas 12:35-48

35. “Estejam cingidos vossos quadris e acesas vossas lâmpadas,

36. e vós, semelhantes a homens que vão receber seu Senhor, quando se libertar dos esponsórios, para que, vindo e batendo, imediatamente lhe abram a porta.

37. Felizes aqueles servos que, vindo o senhor, achar acordados; em verdade digo-vos que se cingirá e os reclinará e, chegando-se, os servirá.

38. E se chegar na segunda ou na terceira vigília e os achar assim, felizes ele; serão.

39. Isto sabei, que se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, não o deixaria arrombar sua casa.

40. Também vós estai preparados, porque na hora que não sabeis virá o Filho do Homem”.

41. Disse Pedro: Senhor, dizes essa parábola para nós, ou também para todos?

42. E disse o Senhor: “Quem, pois, é o ecônomo fiel e inteligente, que o Senhor constitui sobre sua criadagem, para dar-lhe, no tempo certo, o alimento?

43. Feliz aquele servo que, vindo o Senhor dele, encontrar fazendo assim.

44. Verdadeiramente digo-vos o constituirá sobre todos os seus bens.

45. Mas se aquele servo disser em seu coração: meu Senhor demora a chegar, e começar a bater nos criados e criadas, e começar a comer e beber e embriagar-se,

46. virá o Senhor daquele servo, no dia em que não aguarda e na hora que não sabe, e o cortará ao meio e porá a parte dele com os infiéis.

47. Mas aquele servo que soube a vontade de seu Senhor e não se preparou nem fez segundo sua vontade, será castigado com muitos açoites.

48. Mas quem não o soube e fez coisas dignas de açoites, será castigado com poucos (açoites). A todo aquele a quem foi dado muito, muito será pedido dele, e a quem muito é confiado, muito mais lhe será pedido”. não ajunta, espalha”.

Jesus foi muito claro nesse texto sobre a necessidade de estarmos vigilantes nos variados aspectos da vida, voltando nossa atenção para assuntos relacionados com a saúde física, moral, emocional, mental e espiritual, pois esse é o único meio de levantar a sua volta a proteção espiritual necessária para evitar as investidas do mundo espiritual inferior.

Devemos valorizar a vida como oportunidade ímpar de evolução, pois o senhor nos cobrará ao término da jornada o acerto de contas com a própria consciência, como explicou de forma tão clara nosso Mestre.

Na metáfora de Jesus o castigo será a próprio retorno a carne em situações de sofrimento e expiação para aprender que não há tesouro maior para o espírito que a paz na consciência.

A ligação com espíritos desencarnados ainda atrasados moralmente somente acontece quando existe uma brecha espiritual, um ponto de acesso para a influência perniciosa de obsessores.

Cada um nós reencarna com proteção espiritual própria, de certa forma similar em sua essência ao sistema imunológico do corpo, mas nesse caso são levados em conta fatores relacionados ao estágio evolutivo do espírito, a sintonia das suas ações, pensamentos e emoções e ainda os seus compromissos espirituais adquiridos em encarnações anteriores.

Toda brecha espiritual pode ser lacrada pelo trabalho de reforma interior, por isso, conhecer suas fragilidades é pré-requisito para trabalhar a obsessão existente ou evitar a aproximação dos irmãos indesejados.

Vamos listar as principais brechas que conhecemos, embora não seja a lista completa, ela poderá ajudar a grande maioria dos irmãos que buscam ajuda espiritual:

Vícios

Os vícios são na verdade portais para a obsessão, já que o irmão encarnado afasta-se da influência benéfica de amigos espirituais para aproximar-se de más companhias espirituais que não conseguiram desvincular-se dos vícios e precisam dos chamados “canecos vivos” para preencher sua insaciável dependência.

Os Obsessores utilizam o encarnado como canal de ligação para absorver a energia exalada pelo seu vicio, criando uma verdadeira simbiose espiritual. É muito comum chamar o obsessor de vampiro, pois esse suga as emanações deletérias e degradantes do tóxico, álcool, fumo ou da perversão sexual.

Nesse tipo de obsessão e também nos casos onde já temos um laço mais fortalecido o ser desencarnado passa a absorver também a vitalidade do obsediado, comprometendo sua saúde e disposição, por isso é comum obsediados sentirem-se desvitalizados, cansados.

Um dos motivos que dificulta aqueles que são viciados largar o seu vício é o obsessor que acicata ainda mais o desejo, tornando ainda mais difícil o processo de libertação. A terapia da desobsessão é muito útil nesses casos, aumentando significativamente as chances de sucesso.

No livro “Sexo e Destino” de Chico Xavier, pelo espírito André Luiz existe um exemplo muito claro da influencia obsessiva de um irmão desencarnado dependente do álcool.

Depressão, Ociosidade Mental e Física

A ociosidade mental ou física e a depressão levam o espírito encarnado a imaginar que vida não tem mais sentido, o espírito encontra-se sem objetivos, acabando com auto-estima e humor, enfraquecendo a proteção espiritual própria do espírito e atraindo espíritos desencarnados de baixo padrão vibratório.

O ócio mental e físico transforma o interior do espírito encarnado em um terreno abandonado, perfeito para a invasão de ervas daninhas lançadas por espíritos malfazejos.

Freqüentar grupos de ioga, alongamento, hidroginástica, leitura, coral, visita solidária, estudo espiritual ou qualquer outra atividade que permita passar o tempo ocupando a mente e o corpo ajudam a evitar os pensamentos negativos, a fofoca sem sentido ou a perda da auto-estima.

Amizades saudáveis com atividades produtivas possibilitarão um novo sentido em sua vida.

Ociosidade Espiritual

A ociosidade espiritual é um tema mais profundo que a ociosidade mental e física, que embora sejam muito importantes, não são suficientes para sustentar o espírito encarnado quando batem a sua porta as provas e expiações.

A busca de atividades que ocupam a mente e o corpo fazem parte de uma busca por objetivos em sua vida, sejam eles profissionais ou pessoais, mas devem ser realizadas em conjunto com a reforma interior, trabalhando espiritualmente para compreender o sentido da vida em sua essência, conhecer suas limitações e conectar-se com Deus, a fonte geradora de toda a vida.

Trabalhar a “musculatura espiritual” não impede a dor ou as provas que passaremos enquanto encarnados, mas permite uma visão mais dilatada da situação e a recuperação do equilíbrio de forma mais rápida e menos dolorosa.

Quantas pessoas conhecemos que trabalhavam suas mentes e corpo enquanto estavam saudáveis e sem problemas, mas que não conseguiram superar as dificuldades que a vida trouxe como bendita oportunidade de crescimento espiritual.

Nos momentos de queda, onde os espíritos perdem o chão e não encontram onde se apoiar aproximam-se os obsessores que muitas vezes aguardavam a longo tempo essa oportunidade ou que foram atraídos pelos pensamentos enfermiços do irmão em estado de rebeldia ou depressão.

Culpa

A culpa por erros praticados nessa encarnação é uma janela aberta para a obsessão espiritual.

Quando Jesus ensinou que devemos fazer as pazes com todos aqueles que temos desavenças, solicitando o perdão sincero ele deixou o caminho a seguir para gradualmente fechar essa janela e recuperar a consciência culpada.

Mas solicitar o perdão não é o suficiente para afastar os obsessores, é necessário perdoar e também renovar-se para exemplificar a sua modificação interior.

Os espíritos desencarnados mesmo que ainda ignorantes conseguem sentir e ver além das palavras, dessa forma pedir perdão somente da boca para fora é inócuo nos casos de obsessão.

Compromissos Kármicos (Lei de Causa e Efeito)

Compromissos adquiridos em encarnações anteriores, quando prejudicamos irmãos que Deus colocou em nosso caminho, podem ser brechas espirituais para a obsessão.

Aquele espírito transviado pela nossa irresponsabilidade no passado tem agora o sede de vingança e retorna para reclamar sua dívida.

Esses irmãos vingadores podem freqüentar cursos que existem no astral inferior para aprender a obsediar encarnados ou vincular-se a grupos especializados.

Nesses casos o trabalho espiritual auxilia, mas será necessário tempo e muita paciência para resolução do problema que não raro se arrasta por séculos.

O exemplo moral da própria transformação será uma das poucas opções para a libertação, porque embora a melhora espiritual atenue o grau de influencia do obsessor, a sua completa libertação ocorrerá somente quando houver o perdão.

Devemos compreender que um grande objetivo da nossa reencarnação está relacionado com o reencontro de irmãos que foram prejudicados por nossos atos irresponsáveis em vidas anteriores, estejam eles encarnados ou desencarnados.

Apego Material

O apego material excessivo que vai além da necessidade de subsistência transforma o espírito encarnado em um ser avarento e egoísta, atraindo para sua companhia espíritos de baixa ordem espiritual que alimentarão ainda mais esse perigoso estado de desequilíbrio.

Infelizmente os irmãos que se encontram nessa faixa vibratória perdem a sublime oportunidade de praticar a solidariedade, pois esse sentimento de empatia com as dificuldades do próximo permite a aproximação de benfeitores espirituais, aumentando a própria proteção espiritual pelos sentimentos que afloram pelo ato de amor ao próximo e acabam por semear sentimentos nobres e transformadores nos espíritos obsessores que por ventura estejam nos observando ou nos obsediando.

Apego a pessoas ou familiares desencarnados

Se uma pessoa querida desencarna e ficamos chamando por ela, sofrendo, reclamando, rebelando-se contra a providência divina então estamos entrando em uma perigosa faixa vibratória, pois vamos atrair para nossa companhia o espírito que desencarnou e está ainda transtornado com o recém-desencarne ou espíritos desencarnados em perigoso estado de sofrimento.

Você pode até imaginar que a presença espiritual da pessoa querida atenuará o problema, mas está muito enganado, o espírito recém desencarnado afetará o equilíbrio domestico e pessoal dos componentes da família e poderá até transmitir para aquele com o qual tem maior ligação ou com mediunidade mais ostensiva as doenças que o levaram a morte (quando se aplicar) .

Deixai que os mortos cuidem dos mortos, ou seja, que os espíritos que já desencarnaram cuidem daqueles que retornam para o mundo espiritual.

Quando a saudade bater, já que não podemos negar que sentirá falta do ente querido, ore para que ele esteja em paz, que Jesus possa derramar sobre o seu coração amor e resignação e que ele se adapte a sua nova condição espiritual.

Pronto, isso basta! Mas não fique orando todo dia e toda hora porque isso também atrairá a presença do irmão desencarnado.

Contato com Médiuns Cobradores

Buscar o auxilio de médiuns que informam resolver qualquer problema profissional, amoroso, pessoal, etc, também abre uma brecha espiritual para os espíritos moralmente atrasados que participam desse tipo de trabalho espiritual.


Você jamais encontrará um espírito superior trabalhando com um médium que cobra pela ajuda espiritual, isso não acontecerá em hipótese alguma. 

Também é uma farsa informar que qualquer problema pode ser resolvido, ninguém pode afirmar isso!.

Brincadeiras Espirituais

Brincadeira do Copo ou qualquer outro tipo de invocação espiritual deve ser evitada, mesmo que o espírito chamado seja familiar ou conhecido, pois o espírito em desequilíbrio se sente convidado e caso ele goste do ambiente ou da companhia então você iniciará um tipo de amizade indesejada.

E a partir desse momento ele desequilibrará os ambientes que freqüenta e iniciará um processo de obsessão que poderia ser perfeitamente evitado se não fosse a irresponsabilidade de uma brincadeira sem o menor propósito.

Egoísmo
Orgulho

Poder

Irmão ególatras e orgulhosos que buscam o poder e a riqueza de todas as formas possíveis.

E entram em sintonia perigosa com espíritos perversos que trabalham contra nosso querido Mestre, fazendo de tudo para gerar desequilíbrio em nosso planeta e retardar a evolução vibratória do nosso orbe.

Mediunidade Não Aprimorada

Médiuns que fogem do trabalho espiritual são o manjar dos obsessores.

Não adianta querido irmão ou irmã, se você possui uma porta aberta para a rua então a única forma de evitar que qualquer um entre é colocar um vigia.

No caso da mediunidade esse protetor é o seu mentor espiritual que antes da atual encarnação se comprometeu a protegê-lo, mas sua aproximação só acontece quando você entra em sintonia vibratória e para isso ocorrer será necessário estudo e dedicação.

Ambientes Frequentados

É impossível jogar futebol em um campo enlameado após a chuva e não se sujar, da mesma forma um encarnado que freqüenta ambientes com energias pesadas receberá o impacto dessas vibrações.

Para os mais vigilantes o impacto é atenuado, contudo, as energias deletérias acabam entrando em contato com os corpo astral do espírito, trazendo mal estar para aqueles que não estão acostumados com ambientes “pesados”. Nesses locais encontram-se também obsessores que podem sentir-se atraídos, iniciando uma “amizade” indesejável.

Boates, motéis, prostíbulos, bares onde busca-se o álcool sem controle, ambientes com barulho excessivo, locais de jogos de azar devem ser evitados principalmente por aqueles que iniciaram o tratamento.

Boates e bares exigirão nossa presença em alguns momentos para comemoração de amigos ou parentes, nesses casos faça sua prece solicitando a Jesus a proteção espiritual. Já os outros locais podem ser perfeitamente evitados e as conseqüências da sua freqüência são responsabilidade do espírito que busca companhias espirituais que freqüentam esses locais.

Quem deseja paz interior deve buscar locais onde existe natureza abundante e pessoas com objetivos superiores.

Fonte: Grupo Pas


O EVANGELHO DE TOMÉ

Em dezembro de 1945, alguns felás (beduínos egípcios) deslocavam-se com seus camelos por perto de um rochedo chamado Jabal al-Tarif, que margeia o rio Nilo, no Alto Egito, não muito longe da moderna cidade de Nag Hammadi.

Eles estavam procurando um tipo de fertilizante natural na área, chamado sabaque.







No sopé do Jabal al-Tarif começaram a cavar em torno de uma pedra que caíra no talude, e, sem esperarem, encontraram um jarro de armazenagem com um recepiente selado na parte superior.

Um dos felás, chamado Muhammad Ali Samman, quebrou o jarro com uma picareta na esperança de encontrar algo valioso, talvéz um pequeno tesouro.

Deve ter ficado um tanto quanto decepcionado ao ver que, em vez de ouro ou algum tipo de objeto de igual valor, no jarro só havia fragmentos de papiros.

Muhammad Ali Samman, sem querer ou se dar conta, havia descoberto treze livros de papiro (códices), a que hoje chamamos de a biblioteca copta de Nag Hammadi, dois anos antes de outra descoberta famosa, a dos Manuscritos do Mar Morto, conjunto de documentos encontrados na Palestina e que haviam pertencido a uma comunidade judáica que professavam uma forma ascética diferente de judaísmo, conhecido como essênios.

Porém, apesar destes últimos manuscritos terem tido maior divulgação, serem mais famosos e terem sido alvos de debates, os primeiros possuem, todavia, caráter muito mais revolucionário, em especial por estarem ligados diretamente ao cristianismo.


Além de outras obras valiosas, entre estes papiros estava algo muito interessante: o chamado Evangelho de Tomé, que é uma coletânea de sentenças de Jesus que teriam sido compiladas, segundo a primeira frase deste Evangelho, por Judas Tomé, O Gêmeo.

Antes desta descoberta excepcional, os estudiosos dos evangelhos já tinham algumas referências dos pais da Igreja referentes a um documento denominado Evangelho de Tomé (ou de Tomás).

Porém, o conteúdo deste documento punha em xeque alguns posicionamentos dogmáticos da Igreja. Cirilo de Jerusalém, em suas Catequeses 6.31 afirmava que o Tomé que escreveu este Evangelho não era um seguidor de Jesus, mas um maniqueu – um maniqueísta, portanto, seguidor gnóstico e místico de Mani, mestre herético do século III.

Só que, atualmente, é quase consenso de que o texto de Nag Hammadi foi bem escrito antes do movimento maniqueísta ter vindo à lume e, ainda mais, tudo indica que a cópia copta deste evangelho se baseia em um texto ainda mais antigo, provavelmente escrito em grego e/ou aramaico, a língua falada por Cristo.

Além dos testemunhos dos chamados padres da Igreja, temos fragmentos de três papiros gregos – encontrados num monte de lixo em Oxirronco, atual Behnesa, no Egito -, publicados em 1897, e que contêm sentenças de Jesus quase idênticas aos encontrados no Evangelho de Tomé de Nag Hammadi, escrito em língua copta. Estes papiros eram representantes de edições gregas do Evangelho de Tomé.

Ao contrário dos outros evangelhos conhecidos, quer sejam canônicos ou apócrifos, o Evangelho de Tomé não expõe em nada narrativas sobre a vida de Jesus de Nazaré, mas atém-se especificamente às sentenças que teriam sido proferidas por Jesus a seus discípulos.

O que chegou à nós, em formas de textos evangélicos, não são mais do que interpretações sobre os dizeres do Cristo feito por discípulos, já que Jesus não deixou nada escrito, tudo o que dele sabemos é de segunda ou terceira mão, sendo o primeiro evangelho sinótico, o de Marcos, sido escrito provavelmente por volta do ano 60, ainda que baseado – segundo experts – em um texto anterior, chamado de quelle – fonte, em alemão, e que muitos pensam estar contido em grande parte no Evangelho de Tomé.

A tradução abaixo foi feita pelo professor e filósofo Huberto Rohden, baseada na versão francesa de Phillipe de Suarez, feita diretamente dos manuscritos em língua copta.




O EVANGELHO DE TOMÉ

Estas são as palavras secretas de Jesus, o vivo, que foram escritas por Didymos Tau’ma (Tomé ou Tomás), o gêmeo.


Nota: O Evangelho de Tomé, preservado em versão completa num manuscrito copta em Nag Hammadi, é uma lista de 114 ditos atribuídos a Jesus. Alguns são semelhantes aos dos evangelhos canônicos de Mateus, Marcos, Lucas e João, mas outros eram desconhecidos até a descoberta desse manuscrito em 1945. Tomé não explora, como os demais, a forma narrativa, apenas cita – de forma não estruturada – as frases, os ditos ou diálogos breves de Jesus a seus discípulos, contados a Tomé o Gêmeo, sem incluí-los em qualquer narrativa, nem apresentá-los em contexto filosófico ou retórico. Duas características marcantes do Evangelho de Tomé, que o diferenciam dos canônicos, são a recomendação de Jesus para que ninguém faça aquilo que não deseja ou não gosta e a ênfase não na fé, mas a descoberta de si mesmo.


1. Quem descobrir o sentidos dessas palavras, não provará a morte.

2. Quem procura, não cesse de procurar até achar; e, quando achar, será estupefato; e, quando estupefato, ficará maravilhado – e então terá domínio sobre o Universo.

3. Jesus disse: Se vossos guias vos disserem: ‘o reino está no céu’, então as aves vos precederam; se vos disserem que está no mar, então os peixes vos precederam. Mas o reino está dentro de vós, e também fora de vós. Se vos conhecerdes, sereis conhecidos e sabereis que sois filhos do Pai Vivo. Mas, se não vos conhecerdes, vivereis em pobreza, e vós mesmos sereis essa pobreza.

4. O homem idoso perguntará, nos seus dias, a uma criança de sete dias pelo lugar da vida – e ele viverá. Porque muitos primeiros serão últimos, e serão unificados.

5. Conhece o que está ante os teus olhos – e o que te é oculto te será revelado; porque nada é oculto que não seja manifestado.

6. Perguntaram os discípulos a Jesus: Queres que jejuemos? Como devemos orar? Como dar esmolas? Que alimentos devemos comer?
Respondeu Jesus: Não mintais a vós mesmos, e não façais o que é odioso! Porquanto todas essas coisas são manifestas diante do céu. Não há nada oculto que não seja manifestado, e não há nada velado que, por fim, não seja revelado.

7. Bendito o leão comido pelo homem, porque o leão se torna homem! Maldito o homem comido pelo leão, porque esse homem se torna leão!

8. Ele disse: O homem se parece com um pescador ajuizado, que lançou sua rede ao mar. Puxou para fora a rede cheia de peixes pequenos. Mas entre os pequenos o pescador sensato encontrou um peixe bom egrande. Sem hesitação, escolheu o peixe grande e devolveu ao mar todos os pequenos. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!

9. Disse Jesus: Saiu o semeador. Encheu a mão e lançou a semente. Alguns grãos caíram no caminho; vieram as aves e os cataram. Outros caíram sobre os rochedos; não deitaram raízes para dentro da terra nem mandaram brotos para o céu. Outros ainda caíram entre espinhos, que sufocaram a semente e o verme a comeu. Outra parte caiu em terra boa, e produziu fruto bom rumo ao céu; produziu sessenta por uma, e cento e vinte por uma.

10. Disse Jesus: Eu lancei fogo sobre a terra – e eis que o vigio até que arda.

11. Disse Jesus: Este céu passará, e passará também aquele que está por cima deste. Os mortos não vivem, e os vivos não morrerão. Quando comíeis o que era morto, vós o tornáveis vivo. Quando estiverdes na luz, que fareis? Quando éreis um, vos tornastes dois; mas, quando fordes dois, que fareis?

12. Os discípulos perguntaram a Jesus: Sabemos que nos vais deixar. E quem será então nosso chefe? Respondeu Jesus: No ponto onde estais, ireis ter com Tiago, que está a par das coisas do céu e da terra.

13. Disse Jesus a seus discípulos: Comparai-me e dizei-me com quem me pareço eu.
Respondeu Simão Pedro: Tu és semelhante a um anjo justo.
Disse Mateus: Tu és semelhante a um homem sábio e compreensivo.
Respondeu Tomé: Mestre, minha boca é incapaz de dizer a quem tu és semelhante.
Replicou-lhe Jesus: Eu não sou teu Mestre, porque tu bebeste da Fonte borbulhante que te ofereci e nela te inebriaste. Então levou Jesus Tomé à parte e afastou-se com ele; e falou com ele três palavras. E, quando Tomé voltou a ter com seus companheiros, estes lhe perguntaram: Que foi que Jesus te disse? Tomé lhes respondeu: Se eu vos dissesse uma só das palavras que ele me disse, vós havíeis de apedrejar-me – e das pedras romperia fogo para vos incendiar.

14. Jesus disse-lhes: Se jejuardes, cometereis pecado. Se orardes, sereis condenados. Se derdes esmolas, prejudicareis ao espírito. Quando fordes a um lugar onde vos receberem, comei o que vos puserem na mesa e curai os doentes que lá houver. Pois o que entra pela boca não o torna um homem impuro, mas sim o que sai da boca, isto vos tornará impuros.

15. Se virdes alguém que não seja filho de mulher, prostrai-vos de rosto em terra e adorai-o – ele é vosso Pai.

16. Talvez os homens pensem que eu vim para trazer paz à terra, e não sabem que eu vim para trazer discórdias à terra, fogo, espada e guerra. Haverá cinco numa casa, três contra dois, dois contra três; pai contra filho, e filho contra pai. E serão solitários.

17. Eu vos darei o que nenhum olho viu, nenhum ouvido ouviu, nenhuma mão tangeu, e que jamais surgiu no coração do homem.

18. Perguntaram os discípulos a Jesus: Como será o nosso fim? Respondeu-lhes Jesus: Descobristes o princípio, para que estejais procurando o fim? Pois onde estiver o princípio ali estará o fim. Feliz de quem está no princípio; também conhecerá o fim – e não provará a morte.

19. Disse Jesus: Feliz daquele que era antes de existir. Se vós fordes meus discípulos e realizardes as minhas palavras, estas pedras vos servirão. Há no vosso paraíso cinco árvores, que permanecem inalteradas no inverno e no verão, e cujas folhas não caem; quem as conhecer, esse não provará a morte.

20. Disseram os discípulos a Jesus: Dize-nos, a que se assemelha o Reino do céus?
Respondeu-lhes ele: Ele é semelhante a um grão de mostarda, que é menor que todas as sementes; mas, quando cai em terra, que o homem trabalha, produz um broto e se transforma num abrigo para as aves do céu.

21. Disse Maria a Jesus: Com quem se parecem os teus discípulos?
Respondeu Jesus: Parecem-se com garotos que vivem num campo que não lhes pertence. Quando aparecem os donos do campo, dirão estes: Deixai-nos o nosso campo. E eles desnudam-se diante deles e lhes deixam o campo. Por isto vos digo eu: Se o dono da casa sabe quando vem o ladrão, vigia antes da sua chegada e não o deixará penetrar na casa do seu reino para lhe roubar os haveres. Vós, porém, vigiai em face do mundo; cingi os vossos quadris com força para que os ladrões não encontrem caminho até vós. E possuireis o tesouro que desejais. Sede como um homem de experiência, que conhece o tempo da colheita, e, de foice na mão, ceifará o trigo. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

22. Jesus viu crianças de peito a mamarem. E ele disse a seus discípulos: Essas crianças de peito se parecem com aqueles que entram no Reino. Perguntaram-lhe eles: Se formos pequenos, entraremos no Reino?
Respondeu-lhes Jesus: Se reduzirdes dois a um, se fizerdes o interior como o exterior, e o exterior como o interior, se fizerdes o de cima como o de baixo, se fizerdes um o masculino e o feminino, de maneira que o masculino não seja mais masculino e o feminino não seja mais feminino – então entrareis no Reino.

23. Disse Jesus: Eu vos escolherei, um entre mil, e dois entre dez mil. E eles aparecerão como um só.

24. Seus discípulos pediram: Mostra-nos o lugar onde tu estás, pois precisamos procurá-lo. Respondeu-lhes ele: Quem tem ouvidos, ouça! Há luz dentro dum ser luminoso, e ele ilumina o mundo inteiro. Se não o iluminar, ele é escuridão.

25. Disse Jesus: Ama a teu irmão como a tua própria alma e cuida dele como da pupila dos teus olhos.

26. Jesus disse: Tu vês o cisco no olho do teu irmão, e não vês a trave no teu próprio olho. Se tirares a trave do teu próprio olho, verás claramente como tirar o cisco do olho do teu irmão.

27. Se não jejuardes em face do mundo, não achareis o Reino; se não guardardes o sábado como sábado, não vereis o Pai.

28. Jesus disse: Eu estava no meio do mundo e me revelei a ele corporalmente. Encontrei todos embriagados, e não encontrei nenhum deles sedento. E minha alma sofria dores pelos filhos dos homens, porque eles são cegos no seu coração e nada enxergam. Assim como entraram no mundo vazios, querem sair do mundo vazios. Agora estão bêbados, e só se converterão se abandonarem o seu vinho.

29. Jesus disse: Se a carne foi feita por causa do espírito, é isto maravilhoso. Mas, se o espírito foi feito por causa do corpo, é isto a maravilha das maravilhas. Eu, porém, estou maravilhado diante do seguinte: Como é que tamanha riqueza foi habitar em tanta pobreza?

30. Jesus disse: Onde há três deuses, eles são deuses. Onde há dois ou um, eu estou com ele.

31. Nenhum profeta é aceito em sua cidade, nem pode um médico curar os que o conhecem.

32. Jesus disse: Uma cidade situada num monte e fortificada, não pode cair, nem pode permanecer oculta.

33. O que ouvirdes com um ouvido, anunciai-o com o outro do alto dos telhados; porque ninguém acende uma lâmpada e a põe debaixo do velador, nem em lugar oculto, mas sim no candelabro, para que todos os que entram e saem vejam a luz.

34. Jesus disse: Quando um cego guia outro cego, ambos cairão na cova.

35. Jesus disse: Ninguém pode penetrar na casa do forte e prendê-lo, se antes não lhe ligar as mãos; só depois pode saquear-lhe a casa. (Nos outros evangelhos, esse texto é relacionado com o episódio em que Jesus expulsara um demônio, e seus inimigos o acusaram de ser aliado de satanás. Então Jesus faz um paralelo entre “o forte”, que é satanás, e “o mais forte”, que é o Cristo)

36. Jesus disse: Não andeis preocupados, da manhã até a noite, e da noite até a manhã, sobre o que haveis de vestir.

37. Perguntaram os discípulos a Jesus: Em que dia nos aparecerás? Em que dia te veremos?
Respondeu Jesus: Se vos despojardes do vosso pudor; se, como crianças, tirardes os vossos vestidos e os colocardes sob os vossos pés, percebereis o filho do Vivo – e não conhecereis temor.

38. Jesus disse: Muitas vezes desejastes ouvir estas palavras que vos digo, e não achastes ninguém que vo-las pudesse dizer. Virão dias em que me procurareis e não me achareis.

39. Disse Jesus: Os fariseus e os escribas tiraram a chave do conhecimento e a ocultaram. Nem eles entraram nem permitiram entrar os que queriam entrar. Vós, porém, sede inteligente como as serpentes e simples como as pombas.

40. Jesus disse: Uma videira foi plantada fora daquilo que é do Pai; e, como não tem vitalidade, será extirpada pela raiz e perecerá.

41. Jesus disse: Aquele que tem algo na mão, esse receberá; e aquele que não tem, esse até perderá o pouco que tem.

42. Disse Jesus a seus discípulos: Sede transeuntes!

43. Disseram-lhe seus discípulos: Quem és tu que nos dizes tais coisas? Respondeu-lhes ele: Pelas coisas que vos digo não conheceis quem eu sou? Vós sois como os judeus, que amam a árvore e detestam o seu fruto; ou amam o fruto e detestam a árvore.

44. Disse Jesus: Quem blasfemar contra o Pai receberá a graça; quem blasfemar contra o Filho receberá a graça; mas quem blasfemar contra o Espírito Santo esse não receberá a graça, nem na terra nem no céu.

45. Disse Jesus: Não se colhem uvas de espinheiros, nem figos de abrolhos, que não produzem frutos. O homem bom tira coisas boas do seu tesouro; o homem mau tira coisas más do tesouro mau do seu coração, fala coisas más da abundância do seu coração.

46. Disse Jesus: Desde Adão até João Batista, não há ninguém maior entre os nascidos de mulher do que João Batista, porque seus olhos não foram violados. Mas eu disse: Aquele que entre vós se tornar pequeno conhecerá o Reino e será maior do que João.

47. Disse Jesus: O homem não pode montar em dois cavalos, nem pode retesar dois arcos. O servo não pode servir a dois senhores, pois ele honra um e ofende o outro. Nenhum homem que bebeu vinho velho deseja beber vinho novo. Não se coloca vinho novo em odres velhos, com medo que se rompam; vinho novo se coloca em odres novos, para que não se perca. Não se cose um remendo velho em roupa nova, para não causar rasgão.

48. Disse Jesus: Se dois viverem em paz e harmonia na mesma casa, dirão a um monte “sai daqui! ” – e ele sairá.

49. Disse Jesus: Felizes sois vós, os solitários e os eleitos, porque achareis o Reino. Sendo que vós saístes dele, a ele voltareis.

50. Disse Jesus: Se os homens vos perguntarem donde viestes, respondei-lhes: Nós viemos da luz, lá onde ela nasce de si mesma, surge e se manifesta em sua imagem. E se vos perguntarem: Quem sois vós? Respondei-lhes: Nós somos os filhos eleitos do Pai vivo. Se os homens vos perguntarem: Qual o sinal do Pai em vós? Respondei: É movimento e repouso ao mesmo tempo.

51. Seus discípulos perguntaram: Quando virá o repouso dos mortos e em que dia virá o mundo novo? Respondeu-lhes ele: Aquilo que vós aguardais já veio – mas vós não o conheceis.

52. Disseram-lhe os discípulos: Vinte e quatro profetas falaram em Israel, e todos falaram de ti.
Respondeu-lhes ele: Rejeitastes aquele que está vivo diante de vós, e falais dos mortos.

53. Perguntaram-lhe os discípulos: A circuncisão é útil ou não? Respondeu-lhes ele: Se ela fosse útil, o homem já nasceria circuncidado. A verdadeira circuncisão é espiritual, e esta é útil a todos.

54. Disse Jesus: Felizes os pobres, porque vosso é o Reino dos céus.

55. Disse Jesus: Quem não odiar seu pai e sua mãe não pode ser meu discípulo. Quem não odiar seus irmãos e suas irmãs não é digno de mim.

56. Disse Jesus: Quem conhece o mundo, achou um cadáver; e quem achou um cadáver, dele não é digno o mundo.

57. Jesus disse: O Reino do Pai é semelhante a um homem que semeou boa semente em seu campo. De noite, porém, veio seu inimigo e semeou erva má no meio da semente boa. O senhor do campo não permitiu que se arrancasse a erva má, para evitar que, arrancando esta, também fosse arrancada a erva boa. No dia da colheita se manifestará a erva má. Então será ela arrancada e queimada.

58. Feliz do homem que foi submetido à prova – porque ele achou a vida.

59. Disse Jesus: Olhai para o Vivo, enquanto viveis, pra que não morrais e desejeis ver aquele que já não podeis ver.

60. Ao entrarem na Judéia, eles viram um samaritano que carregava uma ovelha.
Jesus disse a seus discípulos: Por que a carrega?
Responderam eles: Para matá-la e comê-la.
Disse-lhes Jesus: Enquanto a ovelha está viva, ele não a poderá comer; só depois de morta e cadáver.
Replicaram eles: De outro modo não a pode comer.
Respondeu-lhes Jesus: Procurai para vós um lugar de repouso, para que não vos torneis cadáveres e sejais devorados.

61. Jesus disse: Haverá dois na mesma cama: um morrerá, o outro viverá.
Salomé disse: Quem és tu, ó homem? Como que saído de um só? Tu que usavas a minha cama e comias à minha mesa?
Responde Jesus: Eu vim daquele que é todo um em si; isto me foi dado por meu Pai.
Disse Salomé: Eu sou discípula tua.
Vem a propósito o dito: Quando o discípulo é vácuo, será repleto de luz; mas quando é dividido, ele será repleto de treva.

62. Eu revelo meus mistérios àqueles que são idôneos para ouvi-los. O que tua mão direta faz não o saiba a tua mão esquerda.

63. Disse Jesus: Um homem rico tinha muitos bens. E disse: Vou aproveitar os meus bens; vou semear, colher, plantar e encher meus armazéns, para que não me venha a faltar nada. Foi isto que ele pensou em seu coração. E nesta noite ele morreu. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

64. Disse Jesus: Um homem fez um banquete e, depois de tudo preparado, enviou seu servo para chamar os convidados. O servo foi ao primeiro e disse-lhe: Meu senhor te convida para o banquete. O homem respondeu: Uns negociantes me devem dinheiro; eles vêm à minha casa esta noite, e eu tenho de falar com eles; peço-te que me dispenses de comparecer ao jantar.
O servo foi até outro e disse: Meu senhor te convidou.
Este respondeu: Comprei uma casa, e marcaram um dia para mim; não tenho tempo para vir. O servo foi a outro e disse-lhe: Meu senhor te convida. Este respondeu: Um amigo meu vai casar-se, e eu fui convidado para preparar a refeição; não posso atender; favor dispensar-me.
O servo foi a outro ainda e disse-lhe: Meu senhor te convida. Este respondeu: Acabo de comprar uma fazenda e estou saindo para buscar o rendimento. Não poderei ir, por isso me desculpo.
O servo retornou e comunicou ao seu senhor: Os convidados ao banquete pedem que os dispenses de comparecerem.
Disse o senhor a seu servo: Vai pelos caminhos e traze os que encontrares, para que venham ao meu banquete; mas os compradores e negociantes não entrarão nos lugares de meu Pai.

65. Disse ele: Um homem tinha uma vinha. Arrendou-a a uns colonos para a cultivarem, a fim de receber deles o fruto. Enviou seu servo para receber o fruto da vinha. Os colonos prenderam o servo e o espancaram, deixando-o à beira da morte.
O servo voltou e contou a seu senhor o ocorrido. O senhor disse: Talvez não o tenham reconhecido. E enviou-lhes outro servo. Mas os colonos espancaram também este. Então o senhor mandou seu filho, dizendo: Talvez tenham respeito a meu filho.
Mas, como os camponeses soubessem que esse era o herdeiro da vinha, prenderam-no e o mataram. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!

66. Disse Jesus: Mostrai-me a pedra que os construtores rejeitaram. Ela é a pedra angular.

67. Disse Jesus: Quem conhece o universo, mas não se possui a si mesmo, esse não possui nada.

68. Disse Jesus: Felizes sois vós, se vos rejeitarem e odiarem. E lá onde vos tiraram e odiaram não será encontrado lugar algum.

69. Disse Jesus: Felizes no seu coração são os perseguidos, os que na verdade conhecem o Pai. Felizes são os famintos, porque o corpo dos que sabem querer será saciado.

70. Jesus disse: Se fizerdes nascer em vós aquele que possuis, ele vos salvará; mas, se não possuirdes em vós a este, então sereis mortos por aquele que não possuis. (falando do corpo e da alma)

71. Disse Jesus: Destruirei esta casa, e ninguém a poderá reconstruir.

72 . Alguém diz a Jesus: Dize a meus irmãos que repartam comigo os bens de meu pai.
Respondeu Jesus: Homem, quem me constituiu partidor?
E dirigindo-se a seus discípulos, disse-lhes: Será que eu sou um partidor?

73. Disse Jesus: Grande é a safra, e poucos são os operários. Pedi, pois ao Senhor para que mande operários à sua seara.

74. Disse ele: Senhor, muitos rodeiam a fonte, mas ninguém entra na fonte.

75. Disse Jesus: Muitos estão diante da porta – mas somente os solitários é que entram na câmara nupcial.

76. Disse Jesus: O Reino é semelhante a um negociante que possuía um armazém. Achou uma pérola, e, sábio como era, vendeu todo o armazém e comprou essa pérola única. Procurai também vós o tesouro imperecível, que se encontra lá onde as traças não se aproximam para comê-lo nem os vermes o destroem.

77. Disse Jesus: Eu sou a luz, que está acima de todos. Eu sou o “Todo”. O Todo saiu de mim, e o Todo voltou a mim. Rachai a madeira – lá estou eu. Erguei a pedra – lá me achareis.

78. Disse Jesus: Por que saístes ao campo? Para verdes um caniço agitado pelo vento? Ou um homem vestido de roupas macias? Os reis e os grandes vestem roupas macias – e eles não poderão conhecer a verdade.

79. Uma mulher da multidão disse-lhe: Feliz o ventre que te gestou e os seios que te amamentaram.
Respondeu ele: Felizes os que ouviram o Verbo do Pai e viveram a Verdade. Porque dias virão em que direis: Feliz o ventre que não concebeu, e felizes os seios que não amamentaram.

80. Disse Jesus: Quem conheceu o mundo encontrou o corpo. Mas quem encontrou o corpo, desse tal não é digno o mundo. (o mundo material é um corpo morto, não digno do homem espiritual)

81. Quem ficou rico, saiba dominar-se; quem ficou poderoso, saiba renunciar.

82. Quem está perto de mim está perto da chama; quem está longe de mim está longe do Reino.

83. Disse Jesus: As imagens se manifestam ao homem, e a luz que está oculta nelas – na imagem da luz do Pai – se revelará, mas sua imagem permanecerá velada por sua luz.

84. Disse Jesus: Quando virdes a vossa semelhança, alegrai-vos. Mas, quando virdes o vosso modelo, que desde o princípio estava em vós e nunca morrerá, nem jamais se revela plenamente – será que suportareis isto?

85. Disse Jesus: Adão nasceu de um grande poder e de uma grande riqueza. Mas não era digno deles. Se deles fosse digno, não teria morrido.

86. Disse Jesus: As raposas têm as suas tocas; as aves têm os seus ninhos – mas o Filho do Homem não tem onde repousar a sua cabeça.

87. Miserável o corpo que depende de outro corpo, e miserável a alma que depende desses dois.

88. Os arautos e os profetas irão ter convosco e vos darão o que é vosso. Dai-lhes também vós o que é deles.

89. Disse Jesus: Por que lavais o exterior do recipiente? Não sabeis que o mesmo que creou o interior creou também o exterior?

90. Jesus disse: Vinde a mim, porque o meu jugo é suave e o meu domínio é agradável – e encontrareis repouso para vós mesmos.

91. Disseram-lhe eles: Dize-nos quem és tu, para que tenhamos fé em ti.
Respondeu-lhes ele: Vós examinais o aspecto do céu e da terra, mas não conheceis aquele que está diante de vós. Não sabeis dar valor ao tempo presente.

92. Disse Jesus: Procurai, e achareis. O que me perguntastes nesses dias, eu não vos disse; agora vos digo – e não me perguntais.

93. Não deis as coisas puras aos cães, para que não as arrastem ao lodo. Nem lanceis as pérolas aos porcos, para que não as conspurquem.

94. Quem procura achará; a quem bate abrir-se-lhe-á.

95. Quando tendes dinheiro, não o empresteis a juros, mas dai-o a quem não vos possa restituir.

96. O Reino do Pai é semelhante a uma mulher que tomou um pouco de fermento, misturou-o com a massa, e fez com ela grandes pães. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!

97. Disse Jesus: O Reino é semelhante a uma mulher que levava por um longo caminho uma vasilha cheia de farinha. Pelo caminho, uma alça da vasilha quebrou e a farinha se espalhou atrás dela sem que ela o percebesse; e por isto não se afligiu. Chegada em casa, ela colocou a vasilha no chão – e achou-a vazia.

98. Disse Jesus: O Reino do Pai é semelhante a um homem que quis matar um poderoso. Em sua própria casa ele desembainhou a espada e enfiou-a na parede para saber se sua mão era forte o suficiente para realizar a tarefa. Depois foi matar o poderoso.

99. Seus discípulos lhe disseram: Teus irmãos e tua mãe estão aguardando lá fora.
Respondeu-lhes ele: Os que, nesses lugares, fazem a vontade de meu Pai são os meus irmãos e minha mãe, e são eles que entrarão no Reino de meu Pai.

100. Mostraram a Jesus uma moeda de ouro e disseram: Os agentes de César exigem de nós o pagamento do imposto.
Respondeu ele: Dai a César o que é de César, e dai a Deus o que é de Deus – e dai a mim o que é meu.

101. Quem não abandona seu pai e sua mãe, como eu, não pode ser meu discípulo. E quem não amar a seu Pai e sua Mãe, como eu, esse não pode ser meu discípulo; porque minha mãe me gerou, mas minha Mãe verdadeira me deu a vida.

102. Disse Jesus: Ai dos fariseus! Eles se parecem com um cão deitado no cocho dos bois; não come nem deixa os bois comerem.

103. Disse Jesus: Feliz do homem que sabe por onde penetram os ladrões! Assim pode erguer-se, reunir forças e estar alerta e pronto antes que eles venham.

104. Disseram-lhe: Vinde, vamos hoje orar e jejuar. Respondeu Jesus: Que falta cometi eu, em que ponto sucumbi? Mas, quando o esposo sair da sua câmara nupcial, então oraremos e jejuaremos.

105. Disse Jesus: Quem conhece o seu pai e sua mãe, porventura será chamado filho de prostituta? (sobre a natureza Divina da alma)

106. Disse Jesus: Se de dois fizerdes um, então vos fareis Filhos do Homem. E então, se disserdes a este monte “retira-te daqui” – ele se retirará.

107. Disse Jesus: O Reino é semelhante a um pastor que tinha cem ovelhas. Uma delas se extraviou, e era a maior de todas. Ele deixou as noventa e nove e foi em busca daquela única até achá-la. E, depois de achá-la, lhe disse: eu te amo mais do que as noventa e nove.

108. Disse Jesus: Quem beber da minha boca se tornará como eu. E eu serei o que ele é. E as coisas ocultas lhe serão reveladas.

109. Disse Jesus: O Reino se parece com um homem que possuía um campo no qual estava oculto um tesouro de que ele nada sabia. Ao morrer, deixou o campo a seu filho, que também não sabia de nada; tomou posse e vendeu o campo – mas o comprador descobriu o tesouro ao arar o campo.

110. Disse Jesus: Quem encontrou o mundo e se enriqueceu, que renuncie ao mundo.

111. Disse Jesus: O céu e a terra se desenrolarão diante de vós, e quem vive do Vivente não verá a morte. Quem se acha a si mesmo, dele não é digno o mundo.

112. Disse Jesus: Deplorável a carne que depende da alma! Deplorável a alma que depende da carne!

113. Os discípulos perguntaram-lhe: Em que dia vem o Reino?
Jesus respondeu: Não vem pelo fato de alguém esperar por ele; nem se pode dizer ei-lo aqui! Ei-lo acolá! O Reino está presente no mundo inteiro, mas os homens não o enxergam.

114. Simão Pedro disse: Seja Maria afastada de nós, porque as mulheres não são dignas da vida.
Respondeu Jesus: Eis que eu a atrairei, para que ela se torne homem, de modo que também ela venha a ser um espírito vivente, semelhante a vós homens. Porque toda a mulher que se fizer homem entrará no Reino dos céus.